Usuario :
Clave : 
 
 administrador
Manual del administrador


 Secciones
Ediciones anteriores
Premios- Distinciones
Muestras/Arte
Entrevistas- noticias culturales-histórico
Lecturas
Ensayos - Crónicas
Educación/Universidad
Sociedad
Diseño/Moda/Tendencias
Fotografía
La editora
Medios
Sitios y publicaciones web
Narrativa policial: cuentos, ensayos, reseñas
Sumario
Música
Teatro/Danza
cartas
Cine/Video/Televisión
Entrevistas- Diálogos
Servicios
Noticias culturales- archivo
Espacio de autor
Prensa
Artista invitado
Entrevistas
Fichas
Algo de Historia
Blogs de la Revista Archivos del Sur
Cuentos, poemas, relatos

ARCHIVOS DEL SUR

 Inicio | Foros | Participa
Buscar :
Estás aquí:  Inicio >>  Cuentos, poemas, relatos >>  A princesa e sapo por Alan Miranda
 
A princesa e sapo por Alan Miranda
 


O sapo continuou sapo...

 A princesa e sapo
                      

                O sapo continuou sapo...

Revi o maior amor de minha vida.

Dizendo isto corro o risco de perder
as atuais mulheres da minha vida,
mas a verdade é esta.
É.
Eu também tenho o direito,
tive um grande amor no passado, sim.
que foi maior que tudo.
Com direito a tapas na cara,
declarações públicas de amor,
tentativas de suicídio e tudo o mais.
É...
Já andei de bicicleta desejando que o carro me
pegasse,
e já fiquei na beira da ponte pensando em me jogar.
A sorte é que, no caso da bicicleta,
eu sempre esperava que o carro viesse a mim
e não eu a ele.
E, no caso da ponte,
por não ser muito grande distância da água,
desconfiava que seu eu não me afogasse
teria que nadar aquilo tudo de volta.
Enfim,
não me matei por preguiça,
eis a verdade.
Ou então, não quis sentir mais dor,
caso o carro não me desse cabo de vez.
Tem um amigo meu que tentou Baygon,
mas descobriu através de uma lavagem
que não deu muito certo.
Quem me vê – e lê –
acha que sou a calma e a maturidade amorosa
em uma só pessoa.
No entanto,
já chorei muito em ombro amigo,
e me deixei humilhar muitas e muitas vezes.

Pois tive um amor assim.
Me atrevo até a dizer o nome dela:
Patrícia.

Ah, Patrícia...
Como ela linda, e inteligente,
calma e inteligente, gostosa e inteligente.
Não sei o que viu em mim,
que não sou lindo,
e sim, feio e esquisito,
sujeito à citações de Marx e Nietzsche,
nada fã de carnaval
e amante do Bob Espoja.

O fato é que um dia a gente se bateu no colégio,
virou amigo,
o tempo passou,
o mal da paixão foi nos tomando,
e com este mal a nos ensandecer
ela terminou com o namorado de lá
e eu terminei com as minhas de cá.

Mas, como sempre há na vida dos poetas,
dos intelectuais,
dos otários e dos cornos,
havia uma loira no meio do caminho...
no meio do caminho tinha uma loira.
Que eu tracei.
Patrícia soube e deu o troco.
Ficamos nessa um bom tempo,
um dando o troco no outro até que,
resumidamente,
terminamos.
Ela me mandou à merda e não quis mais falar comigo.

E já se foram 8 anos.
Passei dois anos querendo morrer,
mas a morte não veio,
e sim, o teatro.
Que passei a fazer para esquecê-la.

Esquecer, esquecer, eu não esqueci não,
porém passei a ser feliz,
me apaixonei de novo
e tudo tornou a andar.

Mas ela sempre lá,
a passear em minha cabeça,
a entrar em um ônibus em outro corpo,
em um cabelo que não era o dela.

Hoje a vi.
Casada
e com um filhinho.

Não senti nada.
Apenas a reconheci.
Passei por ela,
E...
nada.
Para não dizer que não senti nada,
tentei ver se ela continuava gostosa,
mesmo depois de tanto tempo
e com um filhinho.

Mas,
além de ser impossível olhar para ela sem dar
bandeira,
esse tipo de postura não combinava com o contexto:
imagine,
eu queria ver se a mulher da minha vida
continuava gostosa, somente...?
Com que vergonha eu me peguei pensando nisto.
O fato foi que eu não consegui vê-la direito,
neste aspecto da gostosura.
Mas tenho cá para mim que ela perdeu um pouco.
Da gostosura.

No entanto,
é necessário dizer:
Eu ainda amava Patrícia...
Mas não era aquela que estava ali.
Amava uma mulher que ficou há 8 anos atrás,
no meu passado.
Ela ficou lá com a minha juventude,
alguns sonhos não realizados
e uma vontade de dizer muita coisa
que não dá mais tesão de falar nos dias de hoje.
Fiz de tudo pra não perdê-la,
mas errei muito tentando.

Raciocínio trágico:
Uma pessoa que significou tanto
não está ao meu lado nem para rir de mim.
A única coisa que ficou dela,
só está em minhas memórias
ao lado de um Alan
que sempre me visitará na velhice.

É muito triste isso,
mas paradoxal também.
Porque, se não perdesse ela,
não me encontraria.
Não seria o que sou hoje,
não escreveria,
nem teria essa profissão.
Para esquecê-la,
acabei fazendo teatro,
e aqui estou.

Por isto mesmo,
a vi,
fingi que não,
dei meia volta,
e fui em direção
aos próximos oito anos desta minha vida
tontinha, tontinha...

(c) Alan, o Miranda.
http://www.alanmiranda.blogger.com.br


 



 
 

 
 
Diseño y desarrollo por: SPL Sistemas de Información
  Copyright 2003 Quaderns Digitals Todos los derechos reservados ISSN 1575-9393
  INHASOFT Sistemas Informáticos S.L. Joaquin Rodrigo 3 FAURA VALENCIA tel 962601337